Por Redação
ANGICAL (BA) – O clima foi de indignação nesta terça-feira (30). Servidores públicos municipais de Angical realizaram o “Dia D – Paralisação dos Servidores Públicos Municipais”, organizado pelo SINDSERPA, em uma mobilização que ocorreu nos próprios locais de trabalho. Segundo o sindicato, a paralisação teve como objetivo denunciar um cenário de desvalorização, perdas salariais e descumprimento de direitos trabalhistas por parte da administração municipal.
Com faixas, cartazes e palavras de ordem, professores, profissionais da saúde, garis e servidores de diversos setores afirmaram que chegaram ao limite após anos de reivindicações sem, segundo o sindicato, respostas efetivas do Poder Executivo.
O SINDSERPA afirma que a Prefeitura vem deixando de cumprir uma série de obrigações legais, entre elas o pagamento do Piso Nacional do Magistério, a concessão da Revisão Geral Anual (Data-Base), a implementação das progressões funcionais, o cumprimento de decisões judiciais referentes ao enquadramento de servidores, a adequação salarial dos monitores e o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para garis e profissionais da saúde.
Segundo a entidade, a situação é considerada alarmante e já compromete tanto a motivação dos servidores quanto a qualidade dos serviços prestados à população.
“Não estamos pedindo favores. Estamos exigindo o cumprimento de direitos garantidos por lei”, reforçaram representantes do sindicato durante a mobilização.
‘Maior defasagem salarial do Oeste’, diz sindicato
Um dos pontos mais criticados durante o protesto foi a defasagem salarial enfrentada pelos servidores municipais. De acordo com o SINDSERPA, Angical possui atualmente o maior índice de defasagem salarial entre os municípios do Oeste da Bahia, realidade que, segundo a entidade, tem reduzido significativamente o poder de compra dos trabalhadores e comprometido a valorização do funcionalismo.
Os manifestantes afirmam que muitos servidores convivem com salários congelados enquanto o custo de vida aumenta continuamente, tornando cada vez mais difícil manter as despesas básicas das famílias.
Recado direto à gestão municipal
Durante o ato, os servidores fizeram um apelo para que a Prefeitura abandone o silêncio e abra imediatamente uma mesa de negociação. Para a categoria, não há mais espaço para promessas ou adiamentos.
“O servidor público é quem mantém a máquina pública funcionando todos os dias. Sem valorização, quem sofre é toda a população”, destacou a direção do sindicato.
A mobilização também buscou chamar a atenção da sociedade para a importância do funcionalismo municipal, responsável pelos serviços de educação, saúde, limpeza urbana e atendimento administrativo.
Prefeitura ainda não se pronunciou
Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Angical não havia divulgado posicionamento oficial sobre as reivindicações apresentadas pelo sindicato nem sobre a paralisação. O espaço permanece aberto para manifestação da administração municipal, caso deseje apresentar sua versão dos fatos.
Enquanto aguardam uma resposta, os servidores afirmam que a mobilização representa apenas o início da luta pela garantia de direitos e pela valorização da categoria. Caso as reivindicações continuem sem atendimento, novas manifestações não estão descartadas.