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O município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, tem registrado crescimento acelerado nos últimos anos, impulsionado principalmente pelo agronegócio. Segundo o IBGE, a cidade possui população estimada acima de 110 mil habitantes e segue em expansão econômica e demográfica. Esse crescimento, no entanto, tem impactado diretamente o custo de vida, especialmente no mercado de aluguel residencial.

Levantamentos em portais imobiliários mostram que o aluguel na cidade está elevado para os padrões do interior da Bahia. Casas simples e apartamentos de padrão médio costumam ter valores entre R$ 1.500 e R$ 3.000 mensais, enquanto imóveis maiores ou em áreas mais valorizadas ultrapassam facilmente esse patamar.

Até mesmo as kitnets, consideradas a opção mais acessível para quem mora sozinho ou possui renda menor, apresentam preços altos. Anúncios recentes indicam valores entre R$ 800 e R$ 1.200 por mês, com muitos imóveis sendo ofertados próximo de R$ 1.000, dependendo da localização e se são mobiliados.

O problema se agrava quando esses valores são comparados com a renda média da população. Dados de pesquisas salariais apontam que grande parte dos trabalhadores de Luís Eduardo Magalhães recebe entre R$ 1.600 e R$ 2.400 mensais, faixa comum em setores como serviços, comércio, agropecuária e atividades operacionais.

Na prática, isso significa que muitas famílias e trabalhadores comprometem uma parcela significativa da renda apenas com aluguel, restando pouco para despesas básicas como alimentação, energia elétrica, água, transporte e saúde. A pressão sobre o mercado imobiliário, aliada à oferta limitada de imóveis mais baratos, tem contribuído para a percepção de que o custo de vida em Luís Eduardo Magalhães é alto quando comparado a cidades de porte semelhante.

O cenário evidencia um desafio urbano importante. Apesar do desenvolvimento econômico e da geração de empregos, os salários médios não acompanham o ritmo de valorização dos imóveis, o que dificulta o acesso à moradia e impacta diretamente a qualidade de vida da população.

Fontes
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Portais imobiliários Viva Real, Zap Imóveis e MGF Imóveis
Salario.com.br
Sigi Vilares – mercado imobiliário regional

Fonte: Portal Bahia Realidade News
Por: Marciel Guedes