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Deputado Antonio Henrique Júnior propõe Parque Tecnológico para o Oeste da Bahia

7 de maio de 2026        4 min de leitura                                         Barreiras, BA

Foto: Divulgação/Ascom Dep. AHJ

Indicação apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia pede ao governador Jerônimo Rodrigues a criação de estrutura capaz de integrar universidades, empresas, startups e centros de pesquisa para turbinar a inovação no campo.

O Oeste da Bahia ganhou mais um defensor de peso na disputa por investimentos estruturantes em tecnologia e ciência. O deputado estadual Antonio Henrique Júnior protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) uma indicação ao governador Jerônimo Rodrigues solicitando a criação e implantação de um Parque Tecnológico na região — um equipamento que, segundo o parlamentar, pode redefinir o papel do território na economia estadual e nacional.

A proposta vai além de um pedido de infraestrutura. Na justificativa apresentada ao Governo do Estado, o deputado traça um diagnóstico preciso: o Oeste baiano é hoje a principal matriz econômica e agropecuária da Bahia e integra o Matopiba — a fronteira agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Lavouras de soja, milho e algodão, aliadas à expansão da fruticultura e da pecuária, colocaram a região em patamar de destaque. Mas crescer de forma sustentável, eficiente e competitiva exige dar o próximo passo.

“O conhecimento produzido nas salas de aula e nos laboratórios precisa chegar com mais força ao campo, contribuindo diretamente para a realidade de quem produz.”

— Dep. Antonio Henrique Júnior

Da academia ao campo

Um dos pontos centrais da proposta é justamente superar o abismo entre produção acadêmica e aplicação prática. O Oeste conta com instituições qualificadas — UFOB, Uneb e IFBA — com pesquisadores e estudantes de alto nível. O desafio, aponta o parlamentar, é transformar esse capital intelectual em soluções reais para as propriedades rurais, as empresas e as cadeias produtivas da região.

O Parque Tecnológico seria o elo que falta nessa cadeia. Com incubadoras, aceleradoras, laboratórios e ambientes de cooperação, a estrutura criaria as condições para que pesquisa e mercado conversem de forma orgânica e sistemática.

Retenção de talentos e novos negócios

A proposta também mira um problema crônico do interior brasileiro: a fuga de cérebros. Para Antonio Henrique Júnior, um parque com governança sólida pode segurar no Oeste os jovens pesquisadores que hoje precisam migrar para grandes centros, além de atrair investidores e startups interessados em atuar em um dos mercados agropecuários mais dinâmicos do país.

A visão do deputado é clara: o Oeste da Bahia não quer ser apenas exportador de commodities. A região tem potencial para ser protagonista na geração de conhecimento e de inteligência aplicada — e um Parque Tecnológico seria o símbolo concreto dessa virada.