A Agência Nacional de Telecomunicações iniciou um processo que marca o fim de uma era no Brasil. A Anatel deu início à retirada gradual dos orelhões, telefones públicos que durante décadas foram essenciais para a comunicação da população e hoje fazem parte da memória urbana e histórica de muitas cidades.
A medida ocorre porque os contratos de concessão da telefonia fixa estão chegando ao fim e, com isso, as operadoras deixam de ter obrigação legal de manter esses equipamentos em funcionamento. A decisão acompanha a forte queda no uso dos orelhões, provocada pela popularização dos telefones celulares e pelo amplo acesso às redes móveis.
A partir de 2026, cerca de 30 mil orelhões devem ser removidos das ruas em todo o país. A Anatel avalia que a manutenção desses aparelhos não se justifica mais na maioria dos locais, já que a demanda é praticamente inexistente. Em muitos casos, os equipamentos estão vandalizados ou sem funcionamento há anos.
Apesar da retirada em massa, a Anatel prevê exceções. Alguns orelhões poderão ser mantidos em áreas específicas, principalmente em regiões remotas ou locais onde não há cobertura adequada de telefonia móvel. Nesses casos, os telefones públicos ainda podem ser considerados essenciais para garantir o direito à comunicação.
É importante destacar que a medida não impede os brasileiros de fazer ligações em espaços públicos ou em locais históricos. O que deixa de existir é o equipamento físico do orelhão, e não o direito à comunicação. As ligações continuam sendo possíveis por meio de celulares, telefones fixos residenciais ou outros meios tecnológicos disponíveis.
A retirada dos orelhões simboliza uma mudança definitiva no perfil da comunicação no Brasil, encerrando um capítulo histórico das cidades brasileiras e reforçando a transição para um modelo totalmente digital e móvel.
Fonte: O Povo.
Fonte: Portal Bahia Realidade News
Por: Marciel Guedes









































































































































