Da academia ao campo
Um dos pontos centrais da proposta é justamente superar o abismo entre produção acadêmica e aplicação prática. O Oeste conta com instituições qualificadas — UFOB, Uneb e IFBA — com pesquisadores e estudantes de alto nível. O desafio, aponta o parlamentar, é transformar esse capital intelectual em soluções reais para as propriedades rurais, as empresas e as cadeias produtivas da região.
O Parque Tecnológico seria o elo que falta nessa cadeia. Com incubadoras, aceleradoras, laboratórios e ambientes de cooperação, a estrutura criaria as condições para que pesquisa e mercado conversem de forma orgânica e sistemática.
Retenção de talentos e novos negócios
A proposta também mira um problema crônico do interior brasileiro: a fuga de cérebros. Para Antonio Henrique Júnior, um parque com governança sólida pode segurar no Oeste os jovens pesquisadores que hoje precisam migrar para grandes centros, além de atrair investidores e startups interessados em atuar em um dos mercados agropecuários mais dinâmicos do país.
A visão do deputado é clara: o Oeste da Bahia não quer ser apenas exportador de commodities. A região tem potencial para ser protagonista na geração de conhecimento e de inteligência aplicada — e um Parque Tecnológico seria o símbolo concreto dessa virada.