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Flávio Bolsonaro
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
POLÍTICA • BRASIL

Flávio Bolsonaro rebate críticas de Romeu Zema sobre suposto financiamento de filme ligado a Jair Bolsonaro

Publicado em 16 de Maio de 2026 • Bahia Realidade News

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, respondeu nesta sexta-feira (15) às declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), após a divulgação de mensagens relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A polêmica ganhou repercussão após reportagem do Intercept Brasil divulgar áudios e mensagens em que Flávio Bolsonaro teria solicitado apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Segundo as reportagens, Vorcaro teria realizado aportes milionários relacionados ao projeto cinematográfico.

Em entrevista, Romeu Zema criticou o senador e afirmou que as conversas reveladas seriam incompatíveis com o discurso defendido por setores da direita brasileira.

Nesta sexta-feira, Flávio Bolsonaro reagiu às declarações do governador mineiro e afirmou que Zema “se precipitou” ao comentar o caso publicamente.

O que disse Flávio Bolsonaro

O senador afirmou que o contato com Daniel Vorcaro ocorreu em um período anterior às investigações envolvendo o banqueiro e classificou a aproximação como uma busca por investimento privado para um projeto audiovisual.

Segundo Flávio, não houve utilização de dinheiro público no financiamento do filme.

Daniel Vorcaro encontra-se preso em Brasília em meio a investigações sobre suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. As apurações da Polícia Federal apontam valores que poderiam chegar a R$ 12 bilhões.

Ao longo da semana, a versão apresentada pelo senador sobre sua relação com o empresário sofreu alterações. Inicialmente, Flávio negou pedidos de recursos para o longa-metragem, mas posteriormente confirmou ter buscado patrocínio privado para a produção.

A produtora GOUP Entertainment informou que não recebeu recursos do Banco Master ou de empresas ligadas ao banqueiro.

O caso também passou a envolver o deputado Mário Frias (PL-SP), apontado como produtor executivo do filme “Dark Horse”. Segundo informações divulgadas, emendas parlamentares destinadas a uma organização ligada à produtora do longa passaram a ser analisadas em investigação preliminar no Supremo Tribunal Federal (STF).

Mário Frias declarou que não existe utilização de verba pública na produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro também é citado em nova reportagem

Outra reportagem divulgada nesta sexta-feira afirmou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro teria participado de decisões relacionadas ao orçamento e à produção executiva do filme.

Flávio Bolsonaro negou à imprensa que Eduardo tenha administrado recursos captados para o projeto cinematográfico.

O episódio aumenta a tensão política entre pré-candidatos ligados ao campo conservador e amplia os debates sobre transparência no financiamento de produções audiovisuais ligadas a figuras políticas nacionais.

Fonte: G1 • CNN Brasil • Intercept Brasil