Por Redação RBN
Foto de Divulgação
A ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da Bahia Farm Show 2026 reacendeu discussões sobre a relação histórica entre o governo petista e parte do agronegócio brasileiro.
Nos últimos anos, declarações do presidente envolvendo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) geraram forte repercussão entre produtores rurais. Em uma de suas falas mais comentadas, Lula afirmou:
“Há quantas décadas os sem-terra não invadem uma terra produtiva neste país? Entretanto, o agronegócio tem ódio dos sem-terra que são tão úteis ao Brasil quanto o agronegócio.”
A declaração provocou reações entre representantes do setor produtivo, que frequentemente criticam ações do MST e defendem maior segurança jurídica para proprietários rurais.
Em outras ocasiões, Lula também criticou lideranças do agronegócio por reclamações relacionadas ao Plano Safra e aos recursos destinados ao setor.
Segundo o presidente, mesmo após sucessivos recordes de financiamento agrícola, parte do agro continuaria insatisfeita com os valores disponibilizados pelo governo federal.
As declarações foram interpretadas por muitos produtores como demonstrações de distanciamento entre o Palácio do Planalto e um dos setores mais importantes da economia brasileira.
A Bahia Farm Show reúne os principais nomes do agronegócio nacional e movimenta bilhões em negócios. Por isso, a ausência do presidente na edição que celebra os 20 anos do evento gerou comentários nos corredores da feira.
Enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin representou o governo federal, produtores e lideranças políticas questionaram a falta de Lula em um dos maiores encontros do setor no país.
Apesar dos atritos políticos e ideológicos, o governo federal continua ampliando linhas de crédito rural, programas de financiamento e investimentos em infraestrutura. Ao mesmo tempo, persistem divergências envolvendo questões fundiárias, ambientais e a relação com movimentos sociais do campo.
Para muitos produtores presentes na Bahia Farm Show, a ausência presidencial acabou simbolizando uma relação que ainda enfrenta desafios para alcançar maior sintonia entre Brasília e o setor que responde por parcela significativa das exportações e da geração de riqueza do país.