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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, viajou em novembro de 2022 para a Conferência do Clima da ONU, a COP27, realizada em Sharm el-Sheikh, no Egito, utilizando um avião particular do empresário José Seripieri Filho, fundador da Qualicorp e dono da operadora QSaúde.

A viagem ocorreu quando Lula ainda era presidente eleito. A aeronave utilizada foi um jato executivo Gulfstream G600, pertencente ao empresário. O caso gerou repercussão política porque Seripieri já havia sido investigado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por suspeitas de caixa dois, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas à campanha de 2014 do então senador José Serra.

De acordo com informações publicadas à época, o empresário firmou acordo de colaboração premiada, pagou multa e respondeu às acusações no âmbito da Justiça Eleitoral. Parte dos detalhes do acordo permaneceu sob sigilo judicial.

A utilização do avião motivou o deputado federal Ubiratan Sanderson, do PL, a protocolar pedido junto à Procuradoria-Geral da República solicitando apuração das circunstâncias da viagem. O parlamentar questionou o uso da aeronave privada e os vínculos entre o presidente eleito e o empresário.

Em resposta às críticas, integrantes da equipe de transição afirmaram que não houve empréstimo formal do avião, mas sim uma viagem conjunta com o proprietário da aeronave. Também foi argumentado que, naquele momento, Lula ainda não tinha à disposição avião oficial da Força Aérea Brasileira para o deslocamento internacional.

A participação de Lula na COP27 marcou sua reaproximação com a agenda ambiental internacional, mas a forma como ocorreu o deslocamento acabou gerando debate político interno.

Fontes: UOL Notícias; O Povo; IstoÉ Dinheiro; IG Último Segundo; Metrópoles.