A militância do PT voltou às redes sociais com garras afiadas. O alvo desta vez: Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de ter pedido patrocínio ao Banco Master para um projeto pessoal. O problema é que, enquanto apontam o dedo, esquecem convenientemente — ou fingem esquecer — do que o próprio Lula fez quando estava no poder.

Em 2009, quando o petista ocupava o Palácio do Planalto e comandava trilhões de reais em contratos públicos, quatro das maiores empreiteiras do país bancaram um filme em sua homenagem: Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e JBS. Não eram empresas desinteressadas. Eram empresas que dependiam diretamente de contratos com o governo federal — o mesmo governo que Lula presidia. Anos depois, três delas seriam identificadas pela Operação Lava Jato como participantes de um esquema bilionário de corrupção, lavagem de dinheiro e pagamento de propinas a políticos e partidos.

Enquanto a militância petista ataca Flávio Bolsonaro por buscar patrocínio de um banco privado sem nenhum contrato com o governo, defende um presidente cujo filme foi financiado por empreiteiras que pagavam propina e tinham bilhões em contratos federais.

🎬 O Filme de Lula e as Empreiteiras da Lava Jato

O longa-metragem "Lula, o Filho do Brasil" foi lançado em 2009 com grande alarde. A produção exaltava a trajetória do então presidente e contou com patrocínio de empresas que, na época, acumulavam contratos bilionários com o governo federal. A relação entre quem pagou e quem governava era direta, documentada e incontestável.

⚠️ As Quatro Empreiteiras do Filme de Lula
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    Odebrecht Maior delatora da Lava Jato. Admitiu pagar R$ 3,3 bilhões em propinas a políticos e partidos em mais de 12 países. Tinha contratos monstruosos com Petrobras e governo federal quando patrocinou o filme de Lula.
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    OAS Empreiteira condenada pela Lava Jato. Diretamente ligada ao famoso tríplex do Guarujá, apartamento que a Justiça concluiu ter sido entregue a Lula como propina. José Adelmário Pinheiro Filho, o "Léo Pinheiro", delator da empresa, confirmou o pagamento.
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    Camargo Corrêa Outra construtora envolvida no cartel que superfaturou obras da Petrobras. Realizou acordos de leniência e colaboração premiada que expuseram o esquema de corrupção sistêmica nos governos petistas.
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    JBS (Grupo J&F) A família Batista confessou ter pago R$ 600 milhões em propinas a políticos de diversos partidos. Joesley Batista gravou o presidente Michel Temer, mas também revelou pagamentos ao PT. A JBS tinha contratos bilionários com o BNDES — banco estatal — durante o governo Lula.

📋 Uma Comparação Que Constrange a Esquerda

Para entender por que a crítica da militância petista não tem consistência moral, basta comparar as duas situações lado a lado:

LULA — 2009
Era presidente da República em exercício
Patrocinadores tinham contratos bilionários com o governo federal
Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e JBS bancaram o filme
Três das quatro empresas foram condenadas na Lava Jato
Relação direta de dependência e troca de favores com o Estado
FLÁVIO — 2026
Não está no governo nem em cargo executivo
Banco Master não tem contratos com o governo federal
Daniel Vorcaro é empresário privado sem dependência do Estado
Nenhuma investigação de corrupção envolvendo essa relação
Pedido de patrocínio privado sem conflito de interesse público

🚨 Os Escândalos que a Militância Prefere Esquecer

O governo Lula não foi marcado apenas pelo filme patrocinado por empreiteiras. A história recente do PT é uma lista de escândalos que custaram bilhões aos cofres públicos e que a militância trata como "perseguição política" sempre que alguém os menciona:

🗂️ Escândalos dos Governos Petistas
  • 💸
    Mensalão (2005) Esquema de compra de votos de parlamentares com dinheiro público durante o primeiro governo Lula. O STF condenou 25 pessoas, incluindo o então chefe da Casa Civil José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
  • 🛢️
    Operação Lava Jato — Petrobras (2014–2021) Maior escândalo de corrupção da história do Brasil. Cartel de empreiteiras superfaturou contratos da Petrobras em bilhões de reais e distribuiu propinas para políticos do PT, PMDB e outros partidos. Mais de 200 condenados.
  • 🏖️
    Tríplex do Guarujá — Caso Lula (2016) O ex-presidente Lula foi condenado em três instâncias pela posse de apartamento tríplex reformado pela OAS como propina. Condenação que levou à prisão em 2018, anulada por decisão controversa do STF em 2021.
  • 🏠
    Sítio de Atibaia Imóvel reformado pela Odebrecht e OAS em benefício de Lula, segundo o MPF e decisões condenatórias. Mais uma evidência do padrão de corrupção que cercou os governos petistas.
  • 💰
    Escândalo do BNDES e JBS O banco estatal BNDES destinou bilhões de reais em financiamentos subsidiados à JBS durante os governos Lula e Dilma, tornando o grupo o maior processador de proteína animal do mundo — enquanto a empresa pagava propinas ao PT.
  • 🩺
    Superfaturamento em Obras Públicas Investigações da CGU e TCU documentaram superfaturamento sistemático em obras do PAC, Copa do Mundo e Olimpíadas durante os governos petistas, somando prejuízos bilionários ao erário público brasileiro.

💡 A Diferença Que a Militância Ignora

Flávio Bolsonaro pediu patrocínio ao Banco Master. Daniel Vorcaro, dono do banco, é um empresário privado. O Banco Master não tem contratos com o governo federal. Flávio não é presidente, não é governador, não comanda ministério nem agência pública que distribua contratos ou benefícios ao setor bancário. A relação entre os dois é entre um senador da oposição e um financiador privado — sem a cadeia de dependência e conflito de interesse que caracterizou o caso das empreiteiras e Lula.

Pedir patrocínio a empresas privadas é prática corriqueira na política de todos os espectros. O que diferencia um ato grave de um banal é exatamente a existência de contrapartida pública: quando quem paga depende de quem recebe para obter contratos, cargos ou privilégios do Estado, existe um problema sério. Quando essa cadeia não existe, como no caso de Flávio, a situação não se compara.

⚖️ Conclusão Editorial

A militância petista que hoje ataca Flávio Bolsonaro por patrocínio privado sem conflito de interesse deve, com a mesma energia, explicar por que empreiteiras envolvidas em um dos maiores esquemas de corrupção da história do Brasil pagaram um filme em homenagem ao seu presidente enquanto ele controlava bilhões em contratos públicos. Sem essa coerência mínima, o ataque revela mais sobre quem acusa do que sobre o acusado. Dois pesos, duas medidas — e o povo já sabe a diferença.